Levar um festival para além de sua sala principal muda quem consegue participar dele. Em 2026, o Festival de Brasília amplia sua presença no Distrito Federal com sessões em Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Taguatinga e outros pontos da cidade.
A programação chega ao Jovem de Expressão, aos complexos culturais de Samambaia e Planaltina, à Universidade Católica de Brasília e a espaços da Asa Sul e da área central. Nas salas fora do Cine Brasília, o acesso é gratuito e ocorre por ordem de chegada.
A descentralização reduz custos de deslocamento e aproxima os filmes de públicos que nem sempre frequentam o circuito tradicional. Quando uma sessão acontece perto de casa, o cinema deixa de parecer um evento distante e pode entrar na rotina cultural da comunidade.
O movimento também valoriza equipamentos locais. Receber obras, equipes e debates fortalece a visibilidade desses espaços e pode estimular novas atividades audiovisuais depois que o festival termina.
Mais do que aumentar o número de endereços, a iniciativa coloca uma questão importante: como transformar circulação temporária em política permanente de exibição? O legado será maior se as telas continuarem ativas, acessíveis e conectadas aos realizadores do DF durante todo o ano.


