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Jogos Indie

Brasil chega à gamescom com 78 estúdios: games brasileiros estão entrando de vez no mercado internacional?

Delegação do Brazil Games estreia pavilhão indie e leva 78 empresas à Alemanha para transformar visibilidade em contratos, publicação e exportação.

Por Bárbara Haveroth·12 de setembro de 2026·1 min de leitura
Brasil chega à gamescom com 78 estúdios: games brasileiros estão entrando de vez no mercado internacional?
Foto: arquivo AnimaBlog

A presença de 78 estúdios e empresas brasileiras na gamescom 2026, em Colônia, é uma das maiores demonstrações recentes de força do setor nacional fora do país. Organizada pelo Brazil Games, iniciativa da Abragames em parceria com a ApexBrasil, a delegação chega à feira com uma missão que vai além de exibir trailers: encontrar publishers, investidores, prestadores de serviço e parceiros de distribuição.

A novidade mais visível é o Brazilian Indie Pavilion, espaço dedicado a 35 jogos e a equipes em diferentes estágios de desenvolvimento. O formato importa porque dá escala coletiva a criadores que, individualmente, teriam dificuldade para disputar atenção em um evento dominado por grandes marcas. Em vez de cada estúdio procurar uma porta de entrada isoladamente, o pavilhão constrói uma vitrine reconhecível para o país.

Mas participar de uma feira internacional não é sinônimo automático de vender um jogo. A gamescom concentra reuniões B2B, negociações de publicação e conversas sobre localização, marketing e plataformas. Para um estúdio pequeno, o retorno pode vir meses depois, na forma de uma demonstração enviada a um parceiro, um contrato de coprodução ou uma relação comercial que continua em outras feiras.

O Brasil tem diversidade criativa, profissionais competitivos e repertório cultural próprio, mas ainda enfrenta obstáculos conhecidos: capital de risco limitado, crédito pouco adaptado ao ciclo longo de desenvolvimento e dificuldade de manter equipes depois do primeiro projeto. A exportação ajuda a diluir parte dessas barreiras, desde que seja acompanhada de estratégia de negócios e não apenas de presença institucional.

A pergunta certa, portanto, não é se o Brasil já chegou ao mercado internacional, mas como transformar presença em permanência. Uma delegação numerosa abre portas e amplia a conversa; a consolidação depende de contratos, propriedade intelectual valorizada e políticas contínuas. Se a gamescom gerar essa sequência, os 78 estúdios serão mais que um número: serão uma infraestrutura de futuro.

#gamescom 2026#Brazil Games#Abragames#jogos brasileiros#exportação#games

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